O professor de inglês que está mudando o mundo

Jack Ma

Quem não conhece o famoso site Alibaba que está devorando grandes plataformas de e-commerce pelo mundo a fora. Este grande grupo chinês começou quando uma pequena criança resolve se interessar pelo inglês. Jack Ma cresceu no leste da China, na cidade de Hangzhou, o segundo de três filhos, cujos pais eram artistas de pingtan, uma técnica tradicional de narrativa musical.

Aos 10 anos, Ma Yun, como ele é conhecido em chinês, passou a gostar de inglês e ia de bicicleta até o Hangzhou Hotel para praticar com turistas estrangeiros. Sua dificuldade com matemática quase o impediu de cursar uma faculdade. Mas, após passar no exame nacional de admissão para o ensino superior, em sua terceira tentativa, entrou na faculdade de pedagogia local, onde se destacou e foi eleito presidente da União dos Estudantes.

Quando se formou, em 1988, arranjou um emprego de US$ 14 por mês ensinando inglês no Instituto de Engenharia Eletrônica de Hangzhou, onde se tornou rapidamente um dos professores mais populares. Com a economia chinesa começando a decolar, Ma viu uma oportunidade no empreendedorismo. Em seu tempo livre, dizem amigos, foi cofundador de uma empresa de tradução, vendia medicamentos e passou a mexer com ações.

Ele visitou os EUA pela primeira vez em 1995. Ma tinha feito amizade com Bill Aho, um americano que ensinava inglês em Hangzhou, e hospedou-se na casa dos parentes de Aho em Seattle. Lá, ele foi apresentado à internet pelo genro de Aho, Stuart Trusty, que administrava a VBN, um dos primeiros provedores de acesso à internet dos EUA. Ma voltou para casa e fundou uma das primeiras empresas chinesas da web, a China Pages, um diretório online de empresas locais em busca de clientes no exterior. Ex-colegas dizem que Ma trabalhava incansavelmente, batendo em portas, tirando fotos, reunindo informações e traduzindo-as para o inglês.

A China Pages enfrentou dificuldades no início, mas Ma manteve o otimismo. Durante uma viagem a Seattle em 1996 para conhecer os sócios da VBN, ele parecia confiante num futuro de riquezas, diz Aho, que viajou com ele. Em 1996, a China Pages foi pressionada a formar uma joint venture com a Hangzhou Telecom. O acordo definiu que o comando ficaria com o governo.

Quando Ma fundou o Alibaba em 21 de fevereiro de 1999, ele pediu a 17 amigos que se reunissem em seu apartamento no segundo andar do Lakeside Gardens, em Hangzhou. No quartel-general improvisado, ele fez uma longa palestra a respeito de suas ambições e do quanto a China precisava de uma grande startup. Posteriormente, Ma revelou que escolheu o nome porque “todos conhecem a história de Ali Babá”, disse. “Trata-se de um jovem disposto a ajudar os outros.” A empresa foi erguida com base numa premissa semelhante: ajudar empresas a encontrar clientes no exterior. Se um varejista americano estivesse procurando por um fornecedor de pantufas de algodão na China, talvez recorresse ao alibaba.com. Se um produtor chinês de botões quisesse exportar para a Coreia do Sul, poderia publicar um anúncio no site. Para ele, o Alibaba seria como uma sala de reuniões virtual para pequenas e médias empresas envolvidas no comércio global.

No começo, Shirley Lin, banqueira do Goldman Sachs, visitou o apartamento de Ma. “Fui ao apartamento deles, onde todos trabalhavam sem parar”, diz Shirley, que hoje leciona na Universidade Chinesa de Hong Kong. “O cheiro do lugar era horrível, havia pilhas de embalagens velhas de macarrão instantâneo. A dedicação dele a fazer o modelo dar certo na China era total. Fiquei comovida com o que vi.” Um mês mais tarde, o Goldman esteve à frente de um investimento de US$ 5 milhões na empresa. Pouco depois, Masayoshi Son, presidente do SoftBank japonês e um dos homens mais ricos do mundo, concordou em liderar outra rodada de investimentos na casa dos US$ 20 milhões. Com os investidores internacionais, Ma compartilhou uma grande fatia da empresa com seus 17 cofundadores: em sua maioria amigos e ex-estudantes, e contando entre eles a mulher de Ma, Cathy.

Quando o Alibaba começava a ganhar dinheiro, em 2002, Ma propôs criar um site voltado para o consumidor para concorrer com o eBay. Com o financiamento do SoftBank, o Alibaba montou uma força tarefa secreta para desenvolver o site do consumidor, que chamou Taobao, ou “em busca do tesouro”. A partir de então, trimestre após trimestre, ano após ano, o Alibaba registra um crescimento fantástico. Em 2012 a empresa faturou mas de 170 bilhões de dólares superando os seus concorrentes eBay e Amazon. A empresa precisava expandir seus negócios e pra isso necessitava de investimentos, mas na China investimentos estrangeiros são restritos principalmente em setores considerados sensíveis, como a internet. Para evitar problemas, Ma estabeleceu uma holding offshore nas ilhas cayman operando por meio de subsidiárias de tal modo a contornar as restrições do governo chinês em relação ao controle de empresas estrangeiras sobre empresas locais . A estratégia consistia na venda de cotas dessa offshore para investidores estrangeiros com direito contratual a participarem dos lucros do Alibaba a abertura de IPO deu inicio em Setembro de 2014 estão gerando mais de 437 milhões de ações vendidas, de acordo com o site Businesswire, embora toda essa grana criada na abertura de capital não fosse direto para o Alibaba, o poder ainda continua concentrado em grande parte nas mãos de Ma. Ele e seu principal vice, Tsai, detinham duas das quatro cadeiras no conselho de administração da empresa.

Falhei muitas vezes. Fui rejeitado em uns 30 empregos. Tentei uma vaga na polícia, não me quiseram. Quando uma rede de fast-food americana chamada KFC chegou à China, tentei um emprego lá. Eles entrevistaram 24 pessoas e contrataram 23. Eu fui o único que ficou de fora. Tentei entrar em Harvard dez vezes. Em todas fui rejeitado. Eu sei ser rejeitado “, afirmou, em depoimento dado nesta sexta-feira (23/01), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Porém este “rejeitado” está atualmente revolucionando a internet e é um exemplo de alguém que saiu De Zero a Tudo.

Fonte:

http://blogs.estadao.com.br/link/a-vida-de-jack-ma-dono-da-gigante-chinesa-alibaba/

http://epl.org.br/2014/10/31/o-ipo-do-alibaba-mostra-progresso-o-defeito-na-china/

http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2015/01/posso-ser-louco-mas-nao-burro.html

http://economia.uol.com.br/noticias/the-new-york-times/2014/09/17/o-modo-de-jack-ma-o-homem-por-tras-do-gigante-chine-alibaba.htm

 

 

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