Como Soros um metacapitalista fez sua fortuna

Financier and philanthropist George Soros converses on stage during the Artangel Longplayer Conversation 2008 with author and philosopher Alain de Bottonat at the Royal Geographical Society in London

George Soros é um metacapitalista muito conhecido no mundo dos investidores financeiros. Ele é um tipo de investidor que tenta moldar o comportamento das pessoas ao seu gosto e por isso sua fortuna será analisada neste post.

Nascido em Budapeste, Hungria

Gyorgy Schwartz nasceu na Hungria em agosto de 1930, filho de pais judeus ele  vivia com a sua mãe Erzsébet e seu pai Theodor Schwartz na cidade de Budapeste, provavelmente na Ilha Csepel numa casa grande. Devido a perseguição nazista mudaram o nome da família para Soros com o objetivo de esconder a origem judaica. Aos 17 anos George Soros foge do regime comunista que comandava a Hungria e passou a viver em Londres na Inglaterra, lá encontra um ambiente pós-guerra a europa estava em construção e como estava em terra estranha teve que pegar o serviço que aparecia. Costumava andar pelas ruas londrinas para economizar dinheiro era um civil comum na capital inglesa.

Filosofia e finanças se encontrando na vida de Soros

Estudou o inglês ao mesmo tempo que trabalhava como porteiro, fruteiro, salva-vidas e nos intervalos se preparava para entrar na London School Economics (LSE). Estudava economia, filosofia, examinava idéias e pensamentos, assistia palestras da LSE ainda sem ser aluno até que em 1949 George Soros faz o exame da LSE e é aprovado, tornando se oficialmente um estudante de economia. Lá conheceu o filósofo austríaco defensor da democracia liberal Karl Popper, este pensador influenciou toda a forma de pensar de Soros. Popper havia desenvolvido uma ideia sobre sociedade fechada e sociedade aberta, onde a primeira tende ao totalitarismo e a segunda tem mais predisposição para o multiculturalismo e a democracia esta era a ideia da agora conhecida como teoria da reflexividade. Embora sendo aluno de economia e não ter Popper como professor, Soros trocou cartas com o filósofo enquanto estudava na LSE e trabalhava de garçom nos restaurantes.

Mergulhando no mercado financeiro

Após formar na London School Economics em 1952 Soros trabalhou por algum tempo como representante de vendas, mas em conseguiu um emprego no Banco Comercial Singer & Friedlander em Londres, cujo proprietário era húngaro. Neste primeiro banco ele aprendeu a arte de trocar moedas e títulos públicos dos diversos países e trazer lucros para a empresa. Trabalhou por quatro anos neste banco sendo um assalariado e aprendendo sobre o mercado de ações e sonhando em ser filósofo como Karl Popper. Criou a meta de alcançar US$ 500 mil em cinco anos para então dedicar-se inteiramente a filosofia por isso pediu um emprego de trader na F.M. Mayer em Wall Street, Estados Unidos. Saiu de Londres com US$ 5 mil no bolso alimentando a esperança de voltar e se firmar como filósofo na LSE algo que nunca fez. Nos Estados Unidos foi operador junior em Wall Street no final da década de 50 quando teve contato com os Fundos Hedge, um instrumento especulativo que daria a virada na sua vida financeira mais tarde. Devido a sua experiência na Europa ele fazia relatórios sobre as ações europeias para magnatas da F.M. Mayer entre 1956 a 1959.

Criando o seu próprio fundo

Quando começou a trabalhar na Wertheim & Co em 1959 como analista de valores mobiliários europeu, Soros ganhou a confiança dos seus superiores na medida que seus relatórios mostravam consistências. Empresas como J. P. Morgan seguiam seus conselhos de investimentos, pois naquela época pouco se sabia sobre o mercado de ações do velho continente. Neste período ele começou a desenvolver uma tese filosófica baseada no pensamento de Karl Popper chamada Teoria da Reflexividade que é baseada sobre o peso da influência das ideias das pessoas sobre as oscilações do mercado. Mas uma leitura errada do mercado Europeu, somado a uma política de juro implementada pelos governos locais, fez seus investidores perderem muito dinheiro numa operação de especulação liderada por George Soros e isso foi seu fim na Wertheim em 1961. Soros tinha uma oferta de emprego da Arnhold & S. Bleichroeder que resolveu aceitar após o ocorrido na Wertheim. O mercado europeu estava parado e os negócios muito escassos então de 1963 a 1966 se dedicou a concluir a sua tese filosófica até que no final desse período ele retorna ao mercado financeiro decidido a fazer fortuna. E com US$ 100 mil da empresa lidera um fundo de investimento e compra diversas ações utilizando sua teoria de reflexividade com o objetivo de aguardar a sua valorização. Daí em diante começou a convencer seus chefes a confiar os fundos de hedge em suas mãos. Soros misturava seu dinheiro com dinheiro dos investidores da firma aumentando o volume de investimentos e claro a rentabilidade de seu próprio capital era bem maior. Finalmente em 1973, já desligado do Arnhold and S. Bleichroeder o agora Fundo Soros possuía US$ 12 milhões em investimentos.

Conduzindo o seu próprio fundo de investimento

George Soros alterou o nome do seu fundo para Quantum Fund e em 1981 já administrava US$ 400 milhões antes de sofrer fortes críticas de suas táticas agressivas de investimentos que resultou num volume alto de saques em sua empresa. Em 16 de Setembro de 1992 o Banco da Inglaterra estava a comprar desesperadamente no mercado a Libra com o objetivo de segurar o preço da moeda. Isto aconteceu porque o governo britânico vinha cometendo vários erros na politica monetária da Libra. George Soros percebeu a oportunidade ou obteve informações que a Libra poderia despencar na cotação e então por meio do seu fundo o Quantum Fund se envolveu numa fascinante operação financeira. Criou uma operação alavancada pegando US$ 10 bilhões emprestado e vendeu contratos de Libra para o Banco da Inglaterra e após uma tentativa do governo em tentar aumentar o juros para valorizar a Libra, a moeda acabou por desvalorizar drasticamente e Soros lucrou US$1,1 bilhão quando comprou a moeda totalmente desvalorizada. Este dia é conhecido como “quarta-feira negra” e nesta operação o Banco da Inglaterra faliu. George Soros se tornou um eximiu especulador de moedas ao longo de outros países.

De investidor a financiador social

George Soros agora financia movimentos sociais de cunho progressista. É o caso da sua forte ligação com o partido Democrata dos Estados Unidos ou com o PSDB no Brasil. Soros fomenta uma série de convulsões sociais em diversos países, ele é defensor incansável do euro e apoia as iniciativas globalistas. Hoje Soros não quer estar mais sujeito as oscilações do mercado, mas quer ser a causa das oscilações, daí a origem do termo metacapitalista desenvolvido por Olavo de Carvalho. Hoje não há mais Quantum Fund em 2011 este fundo foi encerrado, agora é apenas Fundo da Família Soros. Sua fortuna é avaliada em US$ 25 bilhões e seu nome está entre os trinta mais ricos dos Estados Unidos. Foi um forte financiador da campanha do Barack Hussein Obama e da Hillary Clinton e um grande adversário do presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Sua atuação no meio político e social

Como George Soros se apoia numa filosofia de investimento suas atuações no mercado financeiro e mobiliário é altamente especulativa. Suas críticas ao Brexit e ao governo de Theresa May, ligações com economistas e políticos russos opositores de Putim, também possui fortes alianças com a mídia e classe artísticas. Seu fundo Quantum Fund cresceu sob a sombra de famílias riquíssimas como os Rockefeller, Ford, Carnegie, Carlyle e Rothschild. As explanações de Soros é sempre aguardado em Davos por investidores, fundos de investimentos e governos. Países da América Latina, Ásia e África estão sempre sujeitos a suas investidas que vão desde lucro a tomada de poder. Soros se tornou uma espécie de garoto propaganda de intelectuais globalistas que acreditam em aquecimento global, governo mundial, fim da soberania nacional, eliminação das divisas nacionais, fortalecimento da ONU, fim da cultura judaica-cristã e a fomentação de um governo ateu. Vale do Silício, Wall Street, ONU, União Européia, Democratas, PSDB, Movimentos sociais, empresas transnacionais e governos progressistas são parte da sua batuta para a transformação social e política idealizada ainda numa sala da London School Economic, ouvindo Karl Popper.

Texto: Daniel Júnior

Editor do blog De Zero a Tudo

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